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10 de dezembro, 2004 - 04h01 GMT (02h01 Brasília)

Ex-coronel chileno é indiciado pela morte de Victor Jara

Um juiz no Chile indiciou um coronel aposentado do Exército pelo assassinato do cantor e compositor chileno Victor Jara, morto pouco depois do golpe militar de 1973 no país.

O golpe levou o general Augusto Pinochet ao poder.

Esta foi a primeira vez que uma pessoa foi acusada formalmente pela morte do artista, cujo corpo foi encontrado com 34 balas e várias fraturas.

O coronel Mario Manríquez Bravo estava encarregado do estádio desportivo na capital chilena, Santiago, onde o cantor e outros simpatizantes do presidente deposto, Salvador Allende, foram torturados ou mortos.

Manríquez Bravo está detido em um quartel e deverá entrar com recurso contra o indiciamento.

Mãos

Jara tinha 38 anos quando foi torturado e morto. Há notícias de que ele foi detido com outras pessoas consideradas "perigosas" pelos militares golpistas.

Outros prisioneiros disseram depois que o artista não parou de cantar mesmo quando os guardas o queimaram e quebraram os ossos de suas mãos.

Sua esposa, Joan, deixou o país secretamente depois da morte do cantor. Ela levou cassetes com sua música, que se tornou internacionalmente conhecida.

Sua obra inclui clássicos da canção popular latino-americana como Te recuerdo Amanda e Manifiesto.