Pelo menos 12 pessoas morreram em um ataque ao consulado americano na cidade de Jeddah, na Arábia Saudita, nesta segunda-feira.
Há relatos de que cinco dos mortos eram funcionários do consulado, quatro eram membros da força nacional saudita e três eram alguns dos homens armados que invadiram o prédio. Outros dois militantes foram feridos e presos.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que o ataque mostra que "os terroristas ainda estão em ação".
"Eles querem que nós deixemos a Arábia Saudita e o Iraque, eles querem nos intimidar e nos cansar, diante dessa vontade de matar aleatoriamente, de se matar pessoas inocentes", afirmou Bush, após se encontrar com o presidente interino do Iraque, Ghazi Al-Yawar, no Salão Oval da Casa Branca.
Tiroteio
O ataque começou quando homens armados tomaram o local. Cinco deles usaram explosivos para arrombar a entrada do prédio e seguiram com a invasão usando granadas e armas automáticas.
Pouco depois, o local foi cercado e isolado por forças de segurança sauditas.
Bush agradeceu a resposta das autoridades sauditas ao ataque e prometeu encontrar os culpados.
Correspondentes da BBC no Oriente Médio disseram que a informação de que os militantes tomaram um grupo de funcionários como reféns é incorreta.
Testemunhas disseram ter ouvido uma violenta troca de tiros e visto uma nuvem de fumaça sair do consulado.
Os atiradores teriam tentado entrar com um carro no edifício, mas o veículo explodiu antes de chegar ao interior do prédio.
Uma porta-voz afirmou que a embaixada americana em Riad e o consulado na cidade de Dhahran, no leste da Arábia Saudita, foram fechados como precaução.
A segurança ao redor dos edifícios americanos na Arábia Saudita foi reforçada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
A Arábia Saudita tem enfrentado uma onda de violência contra estrangeiros e forças de segurança desde maio do ano passado.
Os ataques são atribuídos pelas autoridades locais a militantes islâmicos.