28 de novembro, 2004 - 00h34 GMT (22h34 Brasília)
O vice-primeiro-ministro do Iraque, Barham Saleh, confirmou que a data das eleições no país serão mantidas e que fazer o contrário seria “ceder ao terrorismo”.
Na opinião do político, uma aliança entre antigos membros do regime de Saddam Hussein e extremistas internos e externos está tentando evitar que a votação ocorra.
“Eles não querem ver uma democracia funcionando bem no meio do mundo islâmico”, afirmou Saleh.
Ele admite que realizar eleições na atual situação é muito difícil, mas afirma que esse é o desejo de grande parte das pessoas no país.
“A maioria dos iraquianos, incluindo os que estão em Falluja e Mosul, de ocordo com as pesquisas de opinião, quer votar.”
Xiitas
A data da eleição foi confirmada neste fim de semana pela comissão eleitoral do país para o dia 30 de janeiro.
A declaração ocorreu depois que uma série de partidos ligados às parcelas da população sunita, curda e secular pediram o adiamento do pleito, por causa da falta de segurança.
A parcela xiita dos iraquianos tem insistido que a data inicial seja mantida.
O xiitas formam cerca de 60% da população e têm chances de estabelecer a maioria nas eleições parlamentares, que deverão também definir o novo gabinete e um nova Constituição para o país.