24 de novembro, 2004 - 10h11 GMT (08h11 Brasília)
A polícia da Indonésia prendeu quatro pessoas que podem estar ligadas a uma explosão na embaixada australiana em Jacarta que matou 11 pessoas, incluindo a pessoa que executou o atentado.
Os suspeitos incluem o organizador do atentado e o fabricante da bomba, segundo a polícia.
Três dos homens foram presos no dia 5 de novembro. Eles estavam numa lista de procurados, com recompensas de US$ 55 mil (cerca de R$ 150 mil) oferecidas para cada um.
O ataque, em setembro, foi atribuído a um grupo chamado Jemaah Islamiah, que, acredita-se, estaria ligado à organização Al-Qaeda.
Avanço
A correspondente da BBC em Jacarta, Rachel Harvey, disse que essas prisões marcam um grande avanço nas investigações sobre a explosão na embaixada.
Os homens foram presos na cidade de Bogor, a cerca de 60 km da capital indonésia, por uma equipe especial de polícia antiterror, treinada por americanos.
De acordo com a polícia, os suspeitos estavam usando pequenas bolsas presas na cintura, contendo bombas de fabricação artesanal, com o propósito de detoná-las em caso de prisão.
Mas, por alguma razão, o pacto suicida não foi cumprido.
A polícia afirmou que as prisões não foram divulgadas imediatamente por temor de comprometer a busca por outros militantes que ainda estão desaparecidos.
As autoridades ainda estão caçando dois militantes da Malásia, suspeitos de terem planejado o ataque e de estarem envolvidos em outros atentados, incluindo o de Bali em 2002.
O ministro das Relações Exteriores da Austrália, Alexander Downer, parabenizou a polícia pelas prisões.
"Eles foram diligentes em localizar os responsáveis e tentar levá-los à Justiça", afirmou.