A economia palestina foi duramente afetada pelos quatro anos de violência da intifada, segundo relatório do Banco Mundial (Bird).
O estudo diz que, desde o começo da intifada, em 2000, a renda média nos territórios palestinos caiu cerca de 35%.
No total, 47% dos palestinos vivem abaixo da linha da pobreza, de acordo com o estudo.
A principal causa das dificuldades econômicas são as restrições aos movimentos das pessoas dentro dos territórios ocupados impostas por Israel, segundo o Banco Mundial.
Desemprego
Israel diz que a violência é a causa da queda da economia palestina.
"O fechamento (da fronteira com Israel) é um fator chave na atual crise da economia na Cisjordânia", disse Nigel Roberts, diretor do Banco Mundial na Cisjordânia e em Gaza.
"Ele fragmentou o espaço econômico palestino, aumentou o custo de fazer negócios e eliminou a possibilidade de fazer previsões necessária para fazer negócios."
O Banco Mundial diz que 600 mil palestinos não conseguem atender suas necessidades suas necessidades básicas de alimentação, vestuário e moradia.
Os gastos médios deles correspondem a menos de US$ 1,50 por dia, por pessoa.
A taxa de desemprego ficou em 25% em 2003, muito acima dos 10% registrados antes da intifada.
Os jovens são os mais atingidos e a taxa de desemprego entre eles chega a 37%, segundo o estudo.