23 de novembro, 2004 - 02h23 GMT (00h23 Brasília)
A Justiça italiana determinou nesta segunda-feira a prisão de 52 pessoas suspeitas de terem ligação com grupos criminosos no sul da Itália.
Entre os suspeitos estariam empresários e políticos regionais.
Todos são acusados de envolvimento com uma família de criminosos da região de Basilicata, que teria ligações com a máfia da Calábria.
Os suspeitos teriam colaborado com esquemas de extorsão e lavagem de dinheiro.
Parlamentar
Um parlamentar do partido do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, Gianfranco Blasi, negou as acusações contra ele, depois de ter sido incluído na lista.
Juízes pediram ao Parlamento italiano que permitam a prisão de Blasi, que goza de imunidade condicional por ser um representante eleito.
Segundo ele, a investigação contra ele é uma “perseguição política”. “É impensável que os valores de generosidade e cortesia sejam transformados em crimes”, disse ele, de acordo com a agência de notícias italiana Ansa.
Investigadores disseram que há “colaboração generalizada e metódica” entre políticos e mafiosos na região sul da Itália, uma das mais pobres do países e onde a máfia tradicionalmente exerce grande influência.