22 de novembro, 2004 - 13h15 GMT (11h15 Brasília)
Exames no corpo do líder palestino Yasser Arafat indicaram que não havia sinais de venenos conhecidos, de acordo com laudo médico divulgado nesta segunda-feira.
Mas, segundo o sobrinho de Arafat, Nasser al-Kidwa, ainda não há um diagnóstico claro da causa da morte.
Kidwa obteve permissão de acessar os dados médicos do período que antecedeu a morte do líder palestino na França, apesar das objeções da viúva de Arafat, Suha.
Kidwa culpou as autoridades israelenses de contribuírem com a morte de Arafat por confiná-lo por anos em seu quartel-general em Ramallah, na Cisjordânia.
Discussão
Arafat morreu em um hospital militar na França no dia 11 de novembro, e as causas de sua morte ainda não foram explicadas.
Suha não concorda em tornar o laudo médico público e ameaçou processar o hospital francês que o divulgou.
Mas Kidwa diz que o povo palestino tem o direito de saber a verdade sobre a morte de Arafat.
"Arafat não pertence a uma pessoa ou a uma família, mas a todo o povo palestino", disse ele.
Ele disse que entregaria o relatório à Autoridade Palestina.
Os advogados de Suha dizem que, de acordo com as leis francesas, ela era a única a ter direito a ver o relatório e a escolher se ele deveria ser divulgado ou não.