19 de novembro, 2004 - 08h00 GMT (06h00 Brasília)
A França deve liberar nesta sexta-feira os boletins médicos do líder palestino, Yasser Arafat, morto no dia 11 de novembro.
Segundo as autoridades francesas, os boletins devem ser entregues ao sobrinho de Arafat, Nasser Al-Kidwa, observador palestino na ONU. Al-Kidwa deve chegar hoje a Paris.
Até agora, autoridades francesas se recusaram a entregar os boletins aos integrantes da Autoridade Palestina, dizendo que a legislação da França só autoriza a entrega à família.
Até agora não foi anunciada a causa da morte de Arafat, o que, em parte, tem alimentado especulações de que ele teria sido envenenado. Autoridades francesas negam esses rumores e dizem que a legislação de proteção à privacidade impede que a causa da morte seja tornada pública.
'Parente'
Não está claro se a mulher de Arafat, Suha, concordou com o fato de Al-Kidwa ver os boletins ou se o consentimento dela é necessário.
O pedido de Al-Kidwa para ver os boletins médicos é baseado exclusivamente na "sua condição de parente", segundo o ministro do Exterior palestino, Nabil Shaath.
"Estamos esperando receber esse pedido e vamos responder positivamente a ele", disse à Agence France Presse o porta-voz do Ministério da Defesa da França, Jean-François Bureau.
Segundo correspondentes, a liberação dos boletins médicos a Al-Kidwa resolveria uma situação diplomática diplomática.
Caberá aos parentes de Arafat decidir se querem tornar públicos os boletins.
O diário francês Le Monde disse que os médicos acreditam que Arafat morreu de uma doença ligada a coágulos sangüíneos, que se chama coagulação intravascular disseminada.
Arafat foi transportado de avião de Ramallah, onde ele estava confinado em seu quartel-general, para o hospital militar de Percy, em Paris, em 29 de outubro.
Ele entrou em coma poucos dias depois e morreu na semana passada.