18 de novembro, 2004 - 17h22 GMT (15h22 Brasília)
Advogados da fundação do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela advertiram algumas empresas a parar de utilizar o nome do líder da luta contra o apartheid.
Cerca de 200 companhias sem nenhuma ligação com ele foram criadas com nomes como Nelson Mandela Panel Beaters ou Nelson Mandela Fine Art.
O seu famoso número de inscrição de prisioneiro, 46664, também tem sido utilizado para a exploração comercial.
A Fundação Nelson Mandela está tentando registrar os direitos de uso exclusivo do nome e do número para as suas campanhas beneficentes.
Cartas
O registro da marca pode levar até três anos. Mas a fundação já contatou as empresas para discutir o assunto.
"Escrevemos cartas a todas elas pedindo que retirem o nome de Mandela", disse Tim Scholtz, diretor de operações da fundação.
Ele explicou que a fundação está mais interessada em convencer as empresas de grande porte a abrir mão do nome do líder.
Mandela deseja registrar não apenas o seu nome, como também aquele de seu seu clão, "Madiba", além do seu nome em língua xhosa "Rolihlahla".
O número 46664 é também o nome da campanha encabeçada por Mandela de conscientização sobre o vírus da Aids e foi usado na divulgação de um enorme concerto pela causa na Cidade do Cabo no ano passado.
"Desde o lançamento da campanha 46664 na Cidade do Cabo, as pessoas perceberam uma oportunidade comercial (para o número)", disse Scholtz.
Entre as companhias que decidiram tirar proveito está a Investgold ICC, que produz moedas de ouro com a imagem de Mandela. A empresa registrou o 46664 como seu número de telefone.
Scholtz contou que esta empresa já foi contatada pela fundação e que concordou em deixar de usar o número. As partes ainda estão em negociação para que a imagem de Mandela deixe de ser usada gratuitamente nas moedas.