18 de novembro, 2004 - 15h29 GMT (13h29 Brasília)
O protocolo de Kyoto, que tem como objetivo reduzir o aquecimento global, vai passar a ser um tratado legalmente obrigatório a partir de 16 de fevereiro, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
A Rússia entregou documentos com a ratificação oficial do tratado ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em Nairóbi (Quênia) nesta quinta-feira.
Com a participação da Rússia, o protocolo de Kyoto tem o apoio de países que emitem pelo menos 55% dos gases que contribuem para o efeito estufa.
O protocolo exige que 55 países industrializados façam cortes na emissão de gases como o gás carbônico até 2012.
'Passo histórico'
Annan descreveu a adesão da Rússia ao protocolo como "um passo histórico em direção aos esforços globais para combater uma ameaça mundial".
A ratificação formal do protocolo encerra anos de incertezas sobre o futuro do acordo, segundo Annan.
Os Estados Unidos, os maiores emissores de gases que provocam efeito estufa, se retiraram do protocolo em 2001, dizendo que ele prejudicaria gravemente a economia americana.
O governo Bush também criticou o protocolo por não obrigar países em desenvolvimento, incluindo a China e a Índia, a reduzir suas emissões imediatamente.