18 de novembro, 2004 - 20h15 GMT (18h15 Brasília)
A Fifa vai investigar o episódio em que torcedores espanhóis fizeram ofensas de teor racista contra jogadores negros britânicos na partida de quarta-feira entre Espanha e Inglaterra.
Quando os jogadores Shaun Wright-Phillips e Ashley Cole pegavam na bola, a torcida imitava sons de macacos nas arquibancadas, o que provocou uma reação irritada da Federação de Futebol inglesa.
Num comunicado, a Fifa afirmou: "Estamos preocupados com a última onda de racismo e condenamos duramente isso".
O órgão que gerencia o futebol mundial acrescentou que pedirá "explicações da Associação de Futebol Espanhola".
Contra o racismo
O presidente da Fifa, Sepp Blatter, afirmou que o futebol tem potencial para ser uma poderosa força contra o racismo.
"Não há nenhum espaço para o racismo ou discriminação em nosso esporte. Pelo contrário, o futebol é uma ferramenta para construir pontes e cultivar a tolerância", declarou.
"O mundo já está cheio demais de conflitos cujas raízes estão no racismo e na discriminação. O futebol tem uma influência positiva."
Uma porta-voz do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que ele está "muito decepcionado" com o ocorrido.
"Ele acredita que o racismo não tem papel no esporte e em nenhum outro assunto", disse a porta-voz.
A ministra dos Esportes da Espanha, Maria Jesus san Segundo, afirmou que o país está empenhado em promover a igualdade entre pessoas de diferentes raças.
"Vamos estudar seriamente o que pode ser feito, especialmente para reforçar o ensino de valores sociais nas escolas", disse a ministra.