19 de novembro, 2004 - 00h08 GMT (22h08 Brasília)
O total de soldados americanos mortos na atual ofensiva na cidade iraquiana de Falluja já chegou a 51, e o de feridos, a 425, informaram nesta quinta-feira comandantes militares.
Oito soldados iraquianos que estão lutando ao lado dos americanos também morreram, enquanto 43 ficaram feridos.
Onze dias após o início da operação, ainda há resistência em Falluja, mas as tropas lideradas pelos Estados Unidos já conseguiram “quebrar a espinha” da insurreição, de acordo com o general John Sattler, comandante da 1ª Força Expedicionária de Fuzileiros Navais.
Sattler disse que a operação está causando problemas para os rebeldes não só em Falluja, mas em todo o Iraque. “Vai ficar muito difícil para eles operarem”, avaliou.
Esconderijo
Sattler também confirmou estimativa divulgada anteriormente de que cerca de 1,2 mil insurgentes já foram mortos durante a operação.
Tropas americanas teriam encontrado ainda uma casa abandonada que teria sido usada como esconderijo pelo militante jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, considerado o principal líder insurgente em ação no Iraque, de acordo com a rede de TV CNN.
Mas Sattler disse que os americanos não encontraram um lugar de onde Zarqawi teria planejado ataques e seqüestros.
Segundo a CNN, a casa continha símbolos demonstrando lealdade ao líder da organização Al-Qaeda, Osama Bin Laden, e cartas com instruções feitas por Zarqawi a subordinados.
Imagens veiculadas pela rede mostram frases como “Organização Al-Qaeda” e “Não há outro Deus além de Alá e Maomé”, escritas em árabe em um mural no local.
Também foram mostrados documentos, computadores e até planos de vôo.
Em uma outra batida nesta quinta-feira, militares encontraram em Falluja um local que aparentava ser um oficina de montagem de carros-bomba.
No local, foi encontrado um carro cercado por sacos de material explosivo, que aparentemente estavam sendo colocados dentro do veículo.
Civis
Ainda nesta quinta-feira, o governo interino do Iraque anunciou que está enviando alimentos e equipes médicas para ajudar os moradores de Falluja.
O anúncio foi feito depois de um apelo da Cruz Vermelha, que alertou quanto à difícil situação enfrentada pelos civis que ficaram na cidade durante a ofensiva liderada pelos Estados Unidos.
Um porta-voz do governo iraquiano disse que os serviços de saúde em Falluja vão ser restaurados, e que é ainda necessário fazer uma avaliação quanto ao que é necessário reconstruir na cidade.
Ele também disse que os moradores de Falluja que deixaram a cidade receberiam ajuda para voltar e que cada família iria receber US$ 100.
A Cruz Vermelha disse que a cidade está sem distribuição de água ou eletricidade, e que as pessoas feridas não estão podendo ser ajudadas por causa da contínua violência.