18 de novembro, 2004 - 04h16 GMT (02h16 Brasília)
O Chile se tornou nesta quinta-feira um dos últimos países do mundo a adotar uma lei prevendo o divórcio.
A lei, que havia sido aprovada em maio, substitui legislação anterior de 1884. Até agora, os casais chilenos só podem anular seu casamento em um cartório civil, mas o divórcio era proibido.
De acordo com o correspondente da BBC em Santiago Clinton Porteous, a nova lei tem apoio maciço da população, e o presidente chileno, Ricardo Lagos, descreveu a mudança como um grande avanço.
Entretanto, a Igreja Católica advertiu que a mudança representa uma ameaça à estabilidade do casamento e às famílias.
Liberdade
A expectativa que, agora que a nova lei entrou em vigor, tenha início a onda de pedidos de divórcio no país.
Esther Sumastre, uma chilena separada de 44 anos, acredita que o divórcio vai libertá-la.
“Não é pelo dinheiro, é por ser livre e por ter a oportunidade de começar uma outra vida”, disse ela.
Agora, apenas dois países do mundo, Malta e Filipinas – ambos majoritariamente católicos –, continuam considerando o divórcio ilegal.