16 de novembro, 2004 - 18h20 GMT (15h20 Brasília)
A família da agente humanitária Margaret Hassan, que foi seqüestrada no Iraque em outubro, disse acreditar que ela foi morta por seus seqüestradores.
Seu marido, o iraquiano Tahsin Ali Hassan, disse à agência de notícias Reuters que ele também acredita que ela esteja morta.
Tahsin disse que ficou sabendo da existência de um vídeo que mostra a morte de Margaret Hassan. Segundo ele, não se sabe se o vídeo é verdadeiro.
Mas autoridades britânicas disseram acreditar que a gravação que aparentemente mostra o assassinato de Hassan seja verdadeira.
"Nós acreditamos que provavelmente ela morreu", disse o ministro britânico das Relações Exteriores, Jack Straw, após analisar a fita.
Gravação
A fita, que foi enviada à emissora de televisão árabe Al-Jazeera há alguns dias, mostra uma mulher com os olhos vendados, aparentemente Margaret Hassan, sendo executada.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que o crime é abominável.
Em uma declaração, a família disse que aceitava sua morte, acrescentando: "Nossos corações estão partidos".
Hassan, de nacionalidades irlandesa, britânica e iraquiana, foi tomada como refém em Bagdá no dia 19 de outubro.
Michael, Deirdre, Geraldine e Kathryn Fitzsimons, irmãos de Hassan, descreveram a diretora da ONG Care International como "amiga do mundo árabe, de pessoas de todas as religiões".
Eles descreveram seu assassinato como "imperdoável" e disseram que "o vazio que ela deixa nunca será preenchido".
Margaret Hassan morava no país havia 30 anos.
A Care Internacional suspendeu as suas operações no Iraque depois do seqüestro da diretora.
Se a morte for confirmada, Hassan será a primeira refém mulher e estrangeira a ser assassinada no Iraque em meio à recente onda de seqüestros no país.