16 de novembro, 2004 - 07h54 GMT (04h54 Brasília)
Dois graduados funcionários da CIA pediram demissão em meio a notícias de desentendimentos com a nova direção da agência de inteligência dos Estados Unidos.
O vice-diretor de Operações, Stephen Kappes, e seu assistente, Michael Sulick, eram parte da unidade da CIA que cuida de operações secretas no mundo todo.
O novo chefe da CIA, Porter Goss, disse que a saída deles não afeta a luta mundial contra o terrorismo.
Goss foi indicado ao cargo pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para reformar a agência depois de uma série de falhas. A CIA foi especialmente criticada por falhas ligadas aos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e também por incorreções sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque.
Tumulto
Kappes e Sulick, que são veteranos da CIA com muitas missões no exterior, informaram seus colegas que deixariam a agência durante uma reunião de rotina, na segunda-feira.
Goss elogiou os dois funcionários que pediram demissão.
"O legado que ambos deixam para trás é de dedicação às missões secretas dessa agência", disse Goss em uma nota.
Funcionários da CIA são proibidos de falar com a mídia, mas ex-funcionários da agência deram a entender que há intensa agitação interna com a chegada de Goss.
Segundo o correspondente da BBC Gordon Corera, Goss é considerado um homem de visões rígidas.
"Antes de ser indicado para dirigir a CIA, Goss deixou claro que acreditava que a agência tinha fracassado em sua missão principal", diz o correspondente.
Alguns funcionários da CIA já saíram e outros parecem inclinados a sair nos próximos dias, mas, segundo Corera, a agência que vai emergir daí ninguém sabe.