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15 de novembro, 2004 - 07h55 GMT (04h55 Brasília)

Rebeldes ainda resistem em Falluja, dizem EUA

Representantes das forças americanas em Falluja dizem que ainda estão lutando com pequenos grupos de insurgentes, no momento em que a batalha pela cidade entra na segunda semana.

Relatos de correspondentes da BBC na região indicam que há tiroteios esporádicos e ataques de artilharia na medida em que as tropas americanas e iraquianas se concentram nos combatentes ao sul da cidade.

Comandantes americanos dizem que ocupam a cidade, mas que esperam ainda muitos dias de confrontos nos subúrbios do sul de Falluja.

Funcionários iraquianos de agências humanitárias criticaram os militares por não terem permitido a entrada na cidade de um comboio de ajuda, alegando motivos de segurança.

Água e comida

O Crescente Vermelho iraquiano disse à BBC que há necessidade desesperada por comida, água potável e equipamentos médicos e que centenas de civis ainda estão presos na cidade.

Oficiais militares americanos dizem acreditar que é pequeno o número de vítimas civis, porque muitas pessoas fugiram da cidade antes do início do ataque.

Forças americanas dizem ter encontrado dezenas de milhares de quilos de armamentos e bombas durante uma buscas em casas de Falluja, segundo relato da correspondente da BBC Jennifer Glasse.

A localização das armas sugere que os insurgentes esperavam que o ataque inicial das forças americanas e iraquianas fosse no sul e não no norte, como aconteceu.

Os Estados Unidos dizem ter matado, na operação em Falluja, cerca de 1,2 mil pessoas definidas como insurgentes. Pelo menos 38 soldados americanos e iraquianos também teriam morrido.

Distribuição

O primeiro-ministro do Iraque, Ayad Allawi, por sua vez, disse neste domingo que 400 supostos rebeldes foram presos na ofensiva.

Fuzileiros navais americanos disseram ter encontrando o corpo mutilado de uma mulher de aparência estrangeira na cidade.

Acredita-se que o corpo possa ser de uma de duas mulheres estrangeiras que estão desaparecidas no Iraque, depois de terem sido seqüestradas.

Uma porta-voz do Crescente Vermelho disse à BBC que existe o medo de que centenas de civis encurralados na cidade estejam precisando desesperadamente de comida, água e suprimentos médicos.

O premiê Allawi disse que a avaliação do Crescente Vermelho é falsa, pois seu governo já teria enviado 16 caminhões com ajuda humanitária a Falluja.

Por outro lado, oficiais americanos disseram que seus soldados podem distribuir toda a ajuda que for necessária.

Fora de Falluja

Na cidade de Mosul, no norte do país, as forças dos Estados Unidos disseram que a segurança nas ruas está aumentando, depois de dias de choques entre rebeldes e soldados iraquianos.

O comandante militar americano em Mosul, general Carter Ham, negou à BBC que a cidade tenha chegado a estar sob o controle de rebeldes, mas reconheceu que houve instabilidade nos últimos dias.

Na quinta-feira, rebeldes atacaram a maioria das delegacias de polícia e, neste domingo, mais dois postos de segurança tiveram o mesmo destino.

Segundo Ham, os Estados Unidos vinham esperando que militantes que estavam enfrentando a ofensiva em Falluja fugissem para Mosul, mas, até agora, o general acredita que poucos conseguiram chegar à cidade.

Dois canais de TV árabes, a Al-Jazeera e a Al-Arabiya, também disseram neste domingo que duas parentes do premiê Ayad Allawi, que haviam sido seqüestradas em Bagdá na última terça-feira, foram libertadas.

Citando fontes não-identificadas, os dois canais de TV disseram que as duas eram a mulher de um primo de Allawi e a nora grávida dela.

Um porta-voz do governo interino do Iraque não confirmou a libertação dos dois reféns, que foram seqüestrados, além deles, o primo de Allawi, Ghazi Allawi.