12 de novembro, 2004 - 09h08 GMT (06h08 Brasília)
O funeral do líder palestino Yasser Arafat começou na manhã desta sexta-feira na cidade do Cairo, capital do Egito. O caixão, envolvido com a bandeira da Palestina, foi levado a uma mesquita das Forças Armadas egípcias.
Orações de costume foram realizadas em memória do presidente da Autoridade Palestina, sob a liderança do grande xeque Mohammed Sayed Tantawi.
Em seguida, o caixão foi colocado dentro de um ataúde de prata e levado a um clube militar, onde cerimônias fúnebres foram realizadas com a presença de representantes dos governos de diversos países.
A cerimônia no Cairo não é aberta ao público. Após o velório, o corpo de Arafat será levado à cidade de Ramallah, na Cisjordânia, onde serão realizadas cerimônias públicas em sua homenagem.
Paris
O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, era esperado no Cairo para representar o Brasil na cerimônia dedicada a Yasser Arafat.
Antes de o corpo ser transportado ao Egito, uma outra cerimônia foi realizada em Paris, onde Arafat morreu. O evento foi acompanhado por membros do governo francês e pela viúva de Arafat, Suha, que chorou durante a cerimônia.
Junto com a mulher de Arafat, o primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, e pelo ministro palestino das Relações Exteriores, Nabil Shaath, também participaram do evento.
Uma banda militar tocou a marcha fúnebre enquanto o caixão de Arafat foi carregado por uma guarda de honra para o avião que carregava a insígnia da França.
A correspondente Caroline Wyatt, em Paris, descreveu a cerimônia como "simples, mas digna, a despedida de um chefe de Estado", que é como muitos franceses enxergam Arafat.
A Autoridade Palestina declarou 40 dias de luto oficial pela morte de Arafat. Choro e salvas de tiros marcaram a morte do líder palestino em Gaza e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia.