O presidente do Chile, Ricardo Lagos, recebeu nesta quarta-feira um grande relatório sobre episódios de tortura e desaparecimentos registrados durante o regime do general Augusto Pinochet no país (1973-1990).
O documento, compilado por uma comissão com o apoio do governo, se baseia em entrevistas feiras com 35 mil ex-prisioneiros políticos.
Ele representa a maior investigação acerca dos crimes cometidos na ditadura chilena. Relatórios anteriores apenas se concentraram em esclarecer as mortes durante os 17 anos de regime militar.
Embora o relatório ainda não tenha sido publicado, o correspondente da BBC no Chile Clinton Porteous disse que ele contém descrições completas dos crimes.
Passo importante
O presidente Lagos disse que o documento é um “passo muito importante para o Chile”.
“Quantos países se atreveram a examinar seu passado em profundidade?” Quantos países se atreveram a ir até o fundo do que aconteceu?”, questionou o presidente.
“Mas, como este é um país sólido e estável, nós fomos capazes de fazer isso.”
Lagos disse que não iria fazer comentários sobre o conteúdo do relatório até que ele tenha tido tempo de lê-lo atentamente.