http://www.bbcbrasil.com

06 de novembro, 2004 - 08h11 GMT (05h11 Brasília)

Ataques a bomba em Samarra matam pelo menos 23

Uma série de ataques deixou pelo menos 23 mortos e mais de 20 de feridos na cidade de Samarra neste sábado, a norte de Bagdá, no Iraque.

Segundo informações da polícia iraquiana, os três ataques – pelo menos um deles com carro-bomba – ocorreram na região central da cidade e teriam a prefeitura e um mercado popular como alvos.

Uma segunda explosão teria sido detonada depois da chegada dos serviços de emergência, que prestavam atendimento às vítimas da primeira bomba.

Aparentemente, a maioria das vítimas dos ataques são civis iraquianos, mas pelo menos quatro policiais iraquianos também teriam morrido.

"Vi um agente da Guarda Nacional queimando no chão," afirmou uma testemunha à agência de notícias Reuters.

A cidade de Samarra foi retomada pelas forças de segurança americanas e iraquianas em setembro e vem sendo citada pelo governo do Iraque como um exemplo de como a colaboração entre as duas partes seria capaz de restaurar a ordem no Iraque.

Por isso mesmo, analistas dizem que a escolha da cidade como alvo da última série de ataques não teria sido uma coincidência.

Esse não é o primeiro episódio em que iraquianos são vítimas de militantes.

Funcionários do atual governo do Iraque são vistos por extremistas como colaboradores dos Estados Unidos.

Falluja

Na sexta-feira, um soldado americano foi morto e cinco ficaram feridos depois que os rebeldes de Falluja realizaram um ataque contra a base dos soldados americanos perto da cidade.

Paul Wood disse que existe um sentimento por parte dos soldados dos Estados Unidos de que uma grande ofensiva contra Falluja é agora inevitável e iminente. As unidades militares estão guardando grande quantidade de munição para a artilharia e o ritmo de treinamento aumentou.

O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, ameaçou repetidas vezes lançar um grande ataque contra Falluja caso os moradores não entregassem Al-Zarqawi.

Allawi criticou uma carta que recebeu do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em que Annan alertou quanto aos riscos de um ataque de grandes proporções contra Falluja.