03 de novembro, 2004 - 01h59 GMT (22h59 Brasília)
Os seqüestradores da agente humanitária Margaret Hassan ameaçaram entregá-la ao militante Abu Musab al-Zarqawi caso as tropas britânicas não saiam do Iraque em 48 horas.
O alerta foi feito por uma pessoa encapuzada em um vídeo veiculado pela rede de televisão árabe Al-Jazeera.
O jordaniano Al-Zarqawi admitiu ter matado vários estrangeiros, incluindo o britânico Ken Bigley.
O canal Al-Jazeera disse que não podia mostrar todas as imagens ante a condição mental da refém mostrada na gravação.
O primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, disse que o conteúdo da fita era "desesperador".
Apelo
Os familiares de Margaret fizeram um apelo para que seus seqüestradores a libertem sem feri-la.
"Nós escutamos suas exigências e imploramos ao Tony Blair e ao governo britânico para que libertem as mulheres prisioneiras e que não movimentem as tropas", disse Deirdre Fitzsimons, irmã de Margaret.
"Mas nós somos irlandeses e não temos nenhuma influência sob o governo britânico."
Margaret, de 59 anos e com nacionalidade britânica, irlandesa e iraquiana, foi seqüestrada por homens armados há duas semanas.
A organização não-governamental Care International, para a qual Margaret trabalhava, suspendeu suas operações de ajuda no Iraque depois do seqüestro da diretora no país.