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31 de outubro, 2004 - 06h49 GMT (03h49 Brasília)

Doença de Arafat não é fatal, diz assessor

Um dos principais assessores de Yasser Arafat afirmou que os exames médicos do líder palestino mostram que ele não sofre de uma doença fatal.

Nabil Abu Rainah disse à agência de notícias Reuters que "o que quer que Arafat tenha é curável".

No sábado, médicos que estão tratando de Arafat em um hospital militar em Paris descartaram a hipótese de que ele estivesse com leucemia.

Uma porta-voz da Autoridade Palestina disse que os médicos só deverão chegar a um diagnóstico na quarta-feira.

Exames

O hospital onde Arafat está internado desde a sexta-feira é especializado em doenças sangüíneas.

No sábado, o líder palestino foi submetido a uma série de exames médicos, entre eles uma tomografia do cérebro.

"Os exames mais recentes mostraram que o presidente Arafat não sofre de qualquer doença que ameace a sua vida", disse Abu Rdainah.

O estado de Arafat, tanto físico como psicológico, teria melhorado segundo a diplomata.

'Sem vácuo'

Ainda no sábado o comitê executivo da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) se reuniu na Cisjordânia sem Arafat, pela primeira vez em 35 anos.

O ex-primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, que está atuando como líder da OLP na ausência de Arafat, presidiu o encontro. O assento de Arafat foi deixado vazio.

Depois da reunião, Abbas afirmou que as instituições palestinas vão continuar a funcionar normalmente.

"Estamos em contato com o presidente Arafat e seguimos recebendo instruções dele", afirmou Abbas.

O ex-primeiro-ministro fez ainda um apelo para que todas as forças palestinas se unam para trabalhar juntas.

Um correspondente da BBC na região disse que a OLP fez questão de afastar qualquer hipótese de que haverá um vácuo na Autoridade Palestina na ausência de Arafat.

Neste domingo, o Parlamento palestino deve se reunir em sessão extraordinária para discutir os últimos acontecimentos.

O Conselho de Segurança Nacional, responsável pelas forças palestinas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, também deve se reunir neste domingo, sob o comando do primeiro-ministro Ahmed Korei, a quem foram delegadas as atividades de rotina da Autoridade Palestina.

Arafat estava sofrendo de dores no estômago por mais de duas semanas antes de o seu estado piorar muito na quarta-feira à noite, o que levou os médicos a recomendarem que ele recebesse tratamento em outro país.