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28 de outubro, 2004 - 21h12 GMT (18h12 Brasília)

Militantes dizem ter matado 11 policiais no Iraque

Um grupo militante islâmico afirma em seu site na internet ter matado 11 agentes da guarda nacional iraquiana perto de Bagdá na semana passada.

O grupo, que se intitula Exército de Ansar al-Sunna, mostrou fotografias dos agentes, alguns deles sob a mira de armas de fogo, acusados de serem aliados dos “cruzados” americanos.

Em um comunicado, os militantes dizem ter decapitado um dos agentes e fuzilado os outros dez.

Um porta-voz do Ministério da Defesa do Iraque disse que não há informações a respeito de 11 guardas nacionais desaparecidos.

Cruzados

O suposto assassinato dos agentes foi divulgado dias depois que um grupo liderado por Abu Musab al-Zarqawi assumiu o seqüestro e o assassinato de 49 recrutas do Exército iraquiano.

Segundo a rede de TV árabe Al-Jazeera, o site do Ansar al-Sunna afirma que os agentes foram capturados na estrada entre Bagdá e Hilla.

O grupo teria sido seqüestrado no dia 21 de outubro.

“Depois de interrogá-los, ficou claro que o dever deles era proteger forças dos cruzados americanos”, disse a nota publicada na internet.

“Nós sacrificamos um deles e fuzilamos os outros.”

Uma das imagens colocadas no site do grupo mostraria o homem que foi decapitado.

Uma voz registrada em vídeo, que seria do líder do grupo, convoca as forças de segurança iraquianas a não cooperar com as forças lideradas pelos Estados Unidos, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

“Abandonem suas armas, voltem para casa e tomem cuidado se forem ajudar os cruzados apóstatas ou seus aliados do governo iraquiano, ou vocês vão encontrar apenas a morte”, diz a voz.