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25 de outubro, 2004 - 03h10 GMT (00h10 Brasília)

Cinco palestinos morrem em ataque aéreo em Gaza

Uma série de ataques aéreos no campo de refugiado de Khan Younis, na Faixa de Gaza, deixou pelo menos cinco palestinos mortos e mais de 20 feridos, na madrugada desta segunda-feira.

Entre os mortos estão dois policiais palestinos.

Há informações de que mísseis foram lançados por uma aeronave israelense atingindo um posto de segurança palestino, entre outros alvos.

O ataque com mísseis aconteceu quando dezenas de tanques e militares armados se posicionaram entre um campo de refugiados em Khan Younis e assentamentos judeus na região.

Ação

O Exército israelense informou que a operação foi uma resposta aos recentes ataques com morteiros realizados por militantes palestinos contra assentamentos localizados na região de Gush Katif.

Um porta-voz do Exército israelense disse que 28 morteiros foram lançados da região de Khan Younis em direção aos assentamentos só durante o último final de semana.

O ataque do Exército de Israel acontece um dia antes de o projeto apresentado no domingo pelo gabinete do primeiro-ministro, Ariel Sharon, de retirada de judeus de assentamentos na Faixa de Gaza e de uma pequena parte da Cisjrodânia começar a ser discutido no Parlamento israelense.

Segundo o plano, defendido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, todos os 21 assentamentos da Faixa de Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia serão removidos.

Indenização

As famílias de colonos obrigados a deixar os assentamentos terão direito a indenizações de até o equivalente a R$ 855 mil.

Os assentamentos foram construídos em terras palestinas ocupadas por Israel durante a guerra ocorrida em 1967.

O argumento de Sharon é que a remoção dos assentamentos da Faixa de Gaza vai permitir que o governo possa se concentrar em tentar garantir a segurança dos assentamentos da Cisjordânia, que são maiores e em maior número.

Apesar de criticado principalmente por políticos considerados mais linha-dura, o plano de retirada parcial tem apoio da maior parte da população israelense e é também apoiado pelos políticos da esquerda israelense.