22 de outubro, 2004 - 10h09 GMT (07h09 Brasília)
Um grupo de 29 pessoas que se dizem norte-coreanas invadiu uma escola sul-coreana na capital da China, Pequim, para pedir asilo político.
A agência de notícias sul-coreana Yonhap diz que o grupo quebrou uma cerca de arame farpado para entrar no edifício, que não possui status diplomático.
Na semana passada, 20 pessoas que se diziam norte-coreanas entraram no consulado da Coréia do Sul em Pequim.
Apesar de ter um acordo com o governo norte-coreano para repatriar pessoas em busca de asilo, as autoridades chinesas têm permitido que muitas delas viajem para a Coréia do Sul através de um terceiro país.
O grupo que invadiu a escola sul-coreana, formado por 23 mulheres e seis homens, entrou no prédio pela porta de trás e invadiu o escritório do diretor da escola.
Segundo um relato, estavam sendo realizadas aulas quando o grupo invadiu a escola. O colégio conta com 556 estudantes sul-coreanos.
Os funcionários da escola entraram em contato com a embaixada da Coréia do Sul assim que ocorreu a invasão.
Inédito
Um diplomata sul-coreano disse à agência de notícias Reuters que a invasão da escola representa uma nova etapa para a diplomacia do país e afirmou que autoridades da Coréia do Sul estão consultando colegas chineses sobre o tema.
Em setembro, nove norte-coreanos que invadiram uma escola americana em Xangai foram entregues à polícia, sob o argumento de que o prédio da escola não tinha status diplomático.
Pedir asilo político a embaixadas estrangeiras na China é uma estratégia de risco para refugiados norte-coreanos, uma vez que o governo de Pequim é o mais forte aliado de Pyongyang.
Autoridades da China costumam deportar norte-coreanos que tentam entrar ilegalmente no país. Segundo estimativas, há cerca de 200 mil norte-coreanos vivendo clandestinamente na China.