21 de outubro, 2004 - 21h01 GMT (18h01 Brasília)
O segundo mais alto líder do grupo Hamas, Adnan Al-Ghoul, foi morto por um míssel israelense na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira.
Um helicóptero israelense lançou dois mísseis no carro em que Ghoul viajava, matando duas pessoas e ferindo várias.
“Este foi mais um crime cometido por sionistas contra alguém da resistência palestina”, disse Musher al-Masri, porta-voz do Hamas.
Com a morte de Ghoul, a facção militar do Hamas fica a cargo exclusivo de Mohammed Deif.
Vingança
Tanto Deif como Ghoul operavam na clandestinidade há anos. Eles escaparam de duas tentativas de assassinato vindas de israelenses em 2003.
O ataque desta quinta-feira ocorreu no norte da Cidade de Gaza, quando dezenas de pessoas deixavam uma mesquita após serviços religiosos.
Após o ataque, centenas de pessoas se aglomeraram no local, ao lado de bombeiros, guardas e ambulâncias. Eles gritaram slogans anti-israelenses e juraram vingança.
Israel não comentou oficialmente o ocorrido, que acontece a dias da votação parlamentar sobre o plano do primeiro-ministro Ariel Sharon de retirada da Faixa de Gaza.
Ghoul era considerado o pai do “foguete de Qassam”, o tipo de munição que militantes de Gaza vêm lançando ultimamente contra posições israelenses.
O ministro do gabinete palestino, Saeb Erekat, condenou o assassinato, dizendo que ele “reflete a determinação do governo israelense em prosseguir com soluções militares em vez de negociações”.