16 de outubro, 2004 - 20h12 GMT (17h12 Brasília)
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, disse que vai fazer da pesquisa com células-tronco uma de suas principais prioridades se vencer a eleição.
Ele afirmou que vai reverter as restrições da administração Bush em relação ao tema e lembrou do ator Christopher Reeve, um defensor desse tipo de pesquisa, que morreu nesta semana.
Reeve esperava se beneficar de avanços da ciência sobre células-tronco para se recuperar do acidente que o deixou tetraplégico em 1995.
Enquanto isso, o presidente George W. Bush mandou para votação um projeto de lei para que o Departamento de Estado monitore o anti-semitismo global.
Agressividade
Analistas dizem que a temperatura da campanha está mais alta do que nunca, com ataques verbais e retórica agressiva.
Ainda sobre as células-tronco, Kerry disse que as agências governamentais, as universidades e as comunidades médicas iriam financiar as pesquisas num governo democrata.
"Vamos continuar a levar ao mundo grandes descobertas. Ao mesmo tempo, manteremos os mais altos valores éticos."
Ele afirmou que as restrições para financiar a pesquisa embrionária era uma "proibição que amarra as mãos dos cientistas e fecha as portas para alguns dos trabalhos mais promissores em relação a ferimentos na coluna vertebral, mal de Alzheimer, diabetes, mal de Parkinson e outras doenças que exigem tratamento constante".
Segundo o candidato, um presidente "que vira suas costas para a ciência não deixa esperança para muitos americanos".
"George W. Bush tem uma estratégia simples: ignore, negue, tente esconder", disse ele.
Anti-semitismo
Em campanha na Flórida, o presidente que tenta a reeleição falou sobre a lei para monitorar o anti-semitismo global.
"Essa lei permite que o governo tenha informações sobre atos anti-semitas ao redor do mundo e também mantenha dados sobre os responsáveis", afirmou.
"Essa nação vai ficar alerta: vamos assegurar que o impulso do anti-semitismo nunca tenha lugar no mundo moderno."
Correspondentes da BBC dizem que a população judia da Flórida é a terceira maior do mundo, perdendo apenas para Israel e Nova York.
Flórida e Ohio estão entre os chamados estados "dançantes", onde os resultados devem ser apertados.