15 de outubro, 2004 - 00h30 GMT (21h30 Brasília)
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira uma mensagem pedindo aos seus cidadãos que estão no Haiti que considerem a decisão de deixar o país, devido ao aumento da violência.
Na nota, o departamento disse que está autorizando a saída de todos os funcionários não essenciais de sua embaixada em Porto Príncipe.
“Visitantes e residentes precisam continuar em alerta por causa da ausência de uma polícia eficiente; por causa do potencial de saques; da presença de bloqueios intermitentes nas ruas, organizados por grupos armados ou pela polícia; e a possibilidade de crimes violentos aleatórios, incluindo seqüestros e agressões”, diz a nota.
A violência no Haiti voltou a aumentar no final do mês passado e, desde então, mais de 40 pessoas morreram, a maioria em Porto Príncipe.
Amorim
Grupos de simpatizantes do ex-presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide estão planejando para esta sexta-feira uma manifestação na capital.
O governo interino acusa o ex-presidente, que deixou o poder em fevereiro e vive no exílio na África do Sul, de estar por trás da violência provocada por esses grupos.
Nesta quarta-feira, um líder dos rebeldes haitianos que no final do ano passado e no início deste ano tomaram cidades exigindo a renúncia de Aristide disse que os rebeldes estão se encaminhando à capital para ajudar a restabelecer a ordem.
Jornalistas que estão em Porto Príncipe acreditam que o governo interino não tem os recursos necessários para evitar um confronto direto entre os simpatizantes de Aristide e esses rebeldes.
Ainda nesta quinta-feira, o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse em Brasília que a Força de Estabilização da ONU que está no país, liderada pelo Brasil, precisa de reforços urgentes.
O chanceler advertiu que a tensão no país está aumentando e que a Força das Nações Unidas está operando com menos da metade do número de soldados que deveria ter.