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11 de outubro, 2004 - 22h00 GMT (19h00 Brasília)

Plano para retirada de Gaza sofre derrota 'simbólica'

O Parlamento israelense rejeitou "simbolicamente" o discurso em que o primeiro-ministro Ariel Sharon anunciou que pretende enviar para votação dentro de duas semanas o plano de retirada de assentamentos judaicos da Faixa de Gaza.

A resposta do Parlamento foi imediata, mas ainda não tem efeito legal. A reação dos parlamentares reflete a oposição que o plano sofre entre integrantes do próprio partido de Sharon, o Likud, e entre os colonos na Faixa de Gaza.

O anúncio de Sharon ocorreu na primeira sessão parlamentar após o recesso das férias de verão em Israel. O primeiro-ministro disse ainda que vai apresentar um projeto de lei para compensar os colonos judeus que deixarem Gaza.

Autoridades israelenses afirmam que comandantes aconselharam o primeiro-ministro a encerrar a atual ofensiva militar em Gaza.

No entanto, relatos indicam que Sharon quer manter a pressão na região para evitar qualquer sinal de fraqueza diante de possíveis ataques com mísseis palestinos.

Ofensiva

Nesta segunda-feira, uma explosão na casa do militante palestino Mohammed Shaikh Khalil, líder local do Jihad Islâmico, deixou pelo menos cinco feridos – dois em estado grave – em Rafah.

Em outro episódio de violência na Faixa de Gaza, uma operação militar de Israel em Deir Al-Balah deixou um palestino morto e vários feridos.

Desde o início da nova ofensiva militar na Faixa de Gaza, o número total de mortos tem subido à medida que as forças israelenses intensificam os ataques na região.

Israel alega que a operação tem como objetivo parar os ataques com mísseis realizados a partir do local.

De acordo com testemunhas, no domingo, uma professora e um homem armado foram mortos em ataques separados com mísseis no campo de refugiados de Jabaliya.

Segundo hospitais locais, três homens armados morreram na madrugada desta segunda-feira após terem sido feridos em ataques realizados mais cedo.

Estima-se que mais de cem palestinos tenham sido mortos desde que Israel começou sua operação no norte da Faixa de Gaza, no final de setembro.