08 de outubro, 2004 - 16h51 GMT (13h51 Brasília)
A família do britânico Kenneth Bigley, capturado por militante rebeldes no Iraque em 16 de setembro, confirmou nesta sexta-feira ter "provas inquestionáveis" de que o refém foi assassinado pelos seqüestradores.
Em um comunicado à imprensa transmitido pela televisão, Phil Bigley, irmão de Kenneth, disse ainda que a família acredita que o governo britânico fez tudo o que podia para salvar o refém.
Horas antes, o Ministério de Relações Exteriores da Grã-Bretanha havia dito que estava investigando as alegações da existência de um vídeo que exibe o assassinato de Bigley.
A agência de notícias Reuters diz que um de seus jornalistas assistiu ao vídeo e afirmou que as imagens mostravam Bigley dizendo suas últimas palavras antes de ser decapitado.
De acordo com a emissora árabe de televisão por satélite Al-Arabiya, Bigley foi morto na quinta-feira na cidade de Latifiyah, ao sul de Bagdá, onde forças americanas e iraquianas lançaram uma grande ofensiva contra militantes rebeldes.
Há três semanas, o grupo militante Tawhid e Jihad, liderado pelo jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi, anunciou ter seqüestrado Bigley e dois americanos, que foram mortos no fim do mês passado.
Cerca de 30 reféns estrageiros foram assassinados no Iraque nos últimos meses e outros 30, além de centenas de iraquianos, ainda são mantidos reféns.