29 de setembro, 2004 - 00h08 GMT (21h08 Brasília)
Duas italianas que tinham sido seqüestradas no Iraque, há três semanas, foram libertadas.
Elas foram entregues para a Cruz Vermelha na capital iraquiana, Bagdá, e chegaram na Itália na noite de terça-feira.
O canal de TV árabe, Al-Jazeera, divulgou imagens das duas mulheres sendo libertadas. Elas cobriam seus rostos com véus negros que logo foram retirados.
As italianas foram, então, vistas sorrindo e conversando com três homens.
“Obrigada, mil vezes obrigada. Adeus”, disse uma delas, em árabe.
Resgate milionário
Dois iraquianos que trabalhavam para a mesma organização assistencial que elas, capturados na mesma ocasião, também foram libertados.
As duas chegaram no aeroporto militar da cidade de Roma aparentando cansaço, mas alívio. Vestindo roupões cor-de-rosa, elas saíram do avião e abraçaram seus parentes.
Elas sorriram para a imprensa antes de serem recepcionadas pelo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.
Perguntada pelos jornalistas como ela se sentia, Pari disse, simplesmente: “bem”.
Berlusconi descreveu a libertação das duas como “um momento de felicidade”.
O Papa João Paulo ll expressou “grande alegria” com a notícia do fim do seqüestro.
Berlusconi negou rumores de que um resgate de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3 milhões) foi pago para a libertação das duas, embora correspondentes digam que o rumor ainda persiste.
Críticas
O seqüestro foi o terceiro envolvendo reféns italianos no Iraque.
As autoridades italianos foram duramente criticadas por não terem trabalhado o suficiente para assegurar a libertação do jornalista Enzo Baldoni, morto em agosto.
Em abril, quatro guardas-costas italianos foram seqüestrados, e um deles foi morto no país.
Mais de 100 estrangeiros foram seqüestrados no Iraque desde março de 2003. A maioria foi libertada, mas pelo menos 27 morreram.