27 de setembro, 2004 - 15h08 GMT (12h08 Brasília)
Um diplomata iraniano seqüestrado no início de agosto no Iraque foi libertado nesta segunda-feira e está a salvo na embaixada do Irã em Bagdá, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Fereydun Jahani tinha sido indicado como cônsul do Irã em Karbala, cidade sagrada dos xiitas.
Ele desapareceu no dia 4 de agosto, quando estava viajando de Bagdá para Karbala para assumir o posto.
O grupo que se autodenomina Exército Islâmico do Iraque, que se acredita também ser o responsável pelo seqüestro de dois jornalistas franceses, assumiu a responsabilidade pelo seqüestro de Jahani.
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O mesmo grupo também teria executado dois paquistaneses em julho, acusados de "colaboração" com os militares liderados pelos Estados Unidos no Iraque.
Depois do seqüestro de Jahani, o grupo dissera que iria "puni-lo" se o Irã não libertasse 500 iraquianos que alegava serem prisioneiros desde a guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988.
O governo iraniano disse ter libertado todos os prisioneiros de guerra e que isso foi confirmado por organizações internacionais.
Jahani é um dos centenas de estrangeiros e de cidadãos estrangeiros que foram seqüestrados no Iraque nos últimos meses.
Alguns foram mortos, outros (incluindo os dois jornalistas franceses, duas italianas e um britânico) ainda estão sob o poder de seqüestradores.
"Retirada"
Ainda nesta segunda-feira, o Ministro das Relações Exteriores da França, Michel Barnier, disse que a uma conferência internacional sobre a situação no Iraque deveria discutir a retirada das tropas militares, lideradas pelos Estados Unidos.
A realização da conferência foi sugerida pelo secretário de Estado americano, Colin Powell.
O objetivo do encontro seria preparar o terreno para as eleições iraquianas, previstas para janeiro.