O general Augusto Pinochet, presidente do Chile durante o regime militar de 1973 a 1990, deixou o Hospital Militar da capital, Santiago, depois de receber tratamento para o que os médicos disseram ser um problema respiratório agudo.
Pinochet, de 88 anos, deverá enfrentar interrogatório em breve depois que o Tribunal de Apelação decidiu na quinta-feira que o juiz Juan Guzmán pode continuar investigando seu suposto envolvimento em um plano de repressão executado pelos serviços de inteligência militar dos governos do Brasil, do Chile e da Argentina nas décadas de 70 e 80.
A campanha ficou conhecida como "Operação Condor".
O tribunal rejeitou alegação dos advogados de Pinochet de que o juiz é tendencioso.
Tentativas anteriores de processar o general Pinochet no Chile fracassaram quando os tribunais determinaram que ele não estava apto mentalmente para ser julgado.
A equipe de defesa do general já pediu ao juiz que ordene uma nova série de testes.
A investigação recebeu sinal verde no mês passado, quando a Suprema Corte do Chile retirou sua imunidade.
O ex-dirigente chileno também está sendo investigado no momento por causa de contas bancárias nos Estados Unidos que vieram a público recentemente.
O Senado dos Estados Unidos examinava o Banco Riggs e descobriu em julho que Pinochet e sua mulher mantiveram no banco até US$ 8 milhões entre 1994 e 2002 e descontaram vários cheques no Chile vinculados a essas contas.
O Banco Riggs é sediado em Washington.