15 de setembro, 2004 - 03h49 GMT (00h49 Brasília)
Os ministros do Exterior dos países que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) aprovaram nesta terça-feira um plano estratégico de oito anos com o objetivo de preservar a região e proporcionar seu desenvolvimento harmônico.
Reunidos em Manaus, os ministros, entre eles o chanceler Celso Amorim, discutiram os problemas comuns de segurança dos oito países que compõe o grupo, como a biopirataria.
Segundo Amorim, as plantas e conhecimentos tradicionais dos povos da Amazônia devem gerar riqueza para as populações locais.
“Inúmeros produtos amazônicos estão registrados no exterior como se fossem marcas. Temos que valorizar a propriedade intelectual”, disse o chanceler, de acordo com a Agência Brasil.
Observador
O plano estratégico 2004/2012, adotado pela secretaria-geral da OTCA, foi aprovado juntamente com a Declaração de Manaus, que reforça a integração dos países do grupo.
“O tema principal do tratado é a afirmação da responsabilidade soberana dos nossos países com relação ao desenvolvimento harmônico da Amazônia”, disse Amorim.
“Vamos vivificar este grupo. Dar sentido de comunidade e envolver populações e governos locais”, completou, ainda de acordo com a Agência Brasil.
Fazem parte da OTCA Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
Um outro assunto discutido no encontro foi a possibilidade de incluir no grupo também países observadores, de fora da América Latina, com interesse direto na preservação da floresta amazônica.
Um dos mais cotados seria a França. “Ela está ligado a Guiana Francesa, por isso tem interesse genuíno”, disse Amorim.