11 de setembro, 2004 - 01h34 GMT (22h34 Brasília)
O órgão público que controla o local onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York anunciou que está processando a Arábia Saudita pelos ataques de 11 de setembro de 2001, que destruíram os edifícios.
A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jérsei, que alega ter perdido 84 funcionários nos ataques, não explicou por que considera que o governo saudita deve ser responsabilizado pelos ataques, mas declarou que quer “preservar suas opções legais”.
Neste sábado, terceiro aniversário dos ataques que mataram cerca de três mil pessoas, expira o prazo para a apresentação de processos no tocante ao episódio.
A Autoridade Portuária diz que tem “responsabilidade para com milhões de pessoas que vivem e trabalham na região, assim como para com nossos sócios, de perseguir cada via legal a fim de recuperar as perdas que sofremos”.
Empresa
O órgão também disse que a ação é semelhante a outras ações apresentadas por partes que sofreram perdas no episódio – como uma anunciada por uma empresa de investimento na semana passada.
A empresa, Cantor Fitzgerald, perdeu mais de 650 funcionários no ataque, mais do que qualquer outra companhia.
A organização extremista Al-Qaeda, que tem como líder o dissidente saudita Osama Bin Laden, é acusada de ter planejado os atentados.
Além disso, 15 dos 19 seqüestradores eram cidadãos sauditas, e o governo do país é acusado de financiar a Al-Qaeda por meio de contribuições a organizações de caridade.
Eventos
Diversos eventos foram marcados em Nova York para lembrar os três anos dos atentados ocorridos nessa cidade e em Washington.
No que está se tornando uma tradição nas cerimônias do tipo, o nome de todas as 2.749 vítimas será lido a partir das 8h46, hora loca (9h46, hora de Brasília), a hora exata em que o primeiro avião se chocou contra uma das torres do World Trade Center.
Serão observados quatro minutos de silêncio, respectivamente às 8h46, 9h03, 9h59 e 10h29, hora local (9h46, 10h03, 10h59 e 11h29 em Brasília) para marcar os momentos em que o segundo avião atingiu o World Trade Center e cada uma das torres desabou.
No ano passado, crianças leram os nomes das vítimas. Neste ano, a tarefa ficará a cargo de pais e avós dos mortos.