08 de setembro, 2004 - 11h07 GMT (08h07 Brasília)
Forças americanas retomaram os bombardeios na cidade de Falluja nesta quarta-feira, considerado reduto sunita da resistência iraquiana.
Testemunhas disseram ter visto grandes explosões em Al-Shuhada, no sul da cidade. Hospitais da região disseram que dois iraquianos morreram no bombardeio.
Os ataques americanos, que incluem o bombardeio aéreo e de artilharia, estão ocorrendo em meio a mais uma onda de violência no país.
Desde segunda-feira, pelo menos 14 soldados americanos foram mortos em diferentes ataques, segundo fontes militares americanas.
Do lado iraquiano, os números são mais imprecisos.
Em vários ataques feitos desde terça-feira, os americanos afirmam terem matado até cem militantes, enquanto fontes médicas iraquianas afirmam que esse número não passa de cinco.
Muitas famílias iraquianas deixaram a cidade temendo que os ataques se espalhem para outras partes.
Outros combates
A terça-feira foi também um dia de combates entre soldados americanos e milicianos xiitas no leste da capital iraquiana, Bagdá.
Pelo menos 35 pessoas morreram.
No oeste da Bagdá, o governador da cidade, Ali Al-Haidri, escapou de um atentado a bomba, mas dois civis morreram.
E em Mosul, no norte do Iraque, o filho do governador da privíncia foi morto a tiros.
Italianas
Em meio a violência, o primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi, convocou um encontro de emergência após duas italianas terem sido seqüestradas no Iraque.
Elas trabalhavam para a associação de caridade Ponte Per Baghdad (Ponte Para Bagdá) e foram capturadas por homens armados que invadiram seu escritório, localizado em um prédio que abriga várias instituições.
No mês passado, um jornalista free-lancer italiano, Enzo Baldoni, que trabalhava como voluntário para a Cruz Vermelha, foi seqüestrado entre Bagdá e Najaf.
Os seqüestradores tinham exigido que as tropas italianas deixassem o Iraque. Com a recusa do governo da Itália, o refém foi morto.
Berlusconi afirmou que as tropas italianas vão permanecerno Iraque.