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08 de setembro, 2004 - 20h36 GMT (17h36 Brasília)

Argentina adia abertura de mercado de carros

O presidente argentino, Néstor Kirchner, disse nesta quarta-feira que não vai liberar o comércio de veículos em 2006, como havia acordado com o Brasil, porque isso poderia prejudicar a indústria nacional.

"Não vamos deixar que assimetrias absolutamente negativas continuem se aprofundando, especialmente nesse ramo da produção", disse o presidente, segundo a agência de notícias Reuters.

"Com essa determinação, nós decidimos e estamos tomando todas as medidas e estudos necessários para gerar um processo de reversão. Não pode acontecer que a Argentina se inunde de importados de forma permanente e nossa produção, exportação e inserção no mercado vá diminuindo."

O comércio de veículos entre os dois países está sob regulação desde o ano 2000.

Choques

Neste ano, Brasil e Argentina já protagonizaram várias disputas comerciais por causa de produtos têxteis, refrigeradores e lavadoras de roupa, entre outros.

A liberação do comércio de veículos em 2006 fazia parte da Política Automotiva Comum (PAC) do Mercosul.

Segundo o site do jornal argentino La Nación, o ministro da Economia, Roberto Lavagna, descartou nesta tarde que a medida prejudique a relação entre os dois países.

O ministro deveria viajar para o Brasil nesta quarta-feira para explicar as medidas, mas teria negado a possibilidade de a Argentina oferecer qualquer tipo de compensação.