06 de setembro, 2004 - 08h58 GMT (05h58 Brasília)
Autoridades do Partido Democrata americano estão pedindo que o senador John Kerry torne a sua campanha mais agressiva para evitar uma derrota ao presidente George W. Bush nas eleições de novembro.
"Após uma semana de incansáveis mensagens negativas, nós vamos rebater, usando o desempenho de Bush na economia, na criação de empregos e no sistema de saúde", disse Terry McAuliffe, uma dos líderes do Parido Democrata.
O senador democrata Christopher Dodd disse que a mensagem dada por Kerry tem sido confusa. Outro correligionário, o senador Bob Graham, afirmou que a campanha de Kerry não possui uma direção clara.
Uma pesquisa divulgada na sexta-feira pela revista Time indicou que Bush lidera a corrida à Casa Branca por 52 pontos contra 41 de Kerry. No dia seguinte, a revista Newsweek divulgou outra pesquisa na qual Bush conta com 54 pontos contra 43 do senador democrata.
Passageiro
Mas os correligionários de Kerry acreditam que a vantagem que o presidente abriu após a convenção é passageira.
Segundo Justin Webb, correspondente da BBC em Washington, Kerry tem adotado uma programação de campanha muito mais intensa que a do presidente.
Pela manhã desta segunda-feira, o senador visita o Estado da Pensilvânia, ao longo do dia faz campanha na Virgínia Ocidental e em Ohio e termina seu dia com um comício na Carolina do Norte à noite.
Enquanto que Bush limitou-se a fazer campanha no Estado do Missouri.
Segundo a agência de notícias Reuters, no sábado, Kerry teve uma longa conversa telefônica com o ex-presidente Bill Clinton.
Durante o telefonema, Clinton teria dito que a campanha pode ser revigorada se
for explorado o desempenho do presidente em temas como desemprego e a guerra no Iraque.
O senador também já promoveu mudanças em sua equipe, trazendo para sua campanha John Sasso, um conselheiro democrata que coordenou a campanha do candidato democrata Michael Dukakis - que foi derrotado pelo pai do atual presidente.