02 de setembro, 2004 - 10h44 GMT (07h44 Brasília)
Uma lei que proíbe símbolos religiosos em escolas, entre eles o véu islâmico, entrou em vigor na França nesta quinta-feira, o primeiro dia de aulas no país.
A medida afeta 12 milhões de crianças em todo o país.
A França resolveu manter a lei mesmo depois de exigências de seqüestradores iraquianos que mantêm dois jornalistas franceses como reféns e exigem a revogação da lei.
Três líderes islâmicos franceses foram para Bagdá para tentar negociar a libertação dos jornalistas.
Iraque
O seqüestro chocou a França, que esperava que sua ativa oposição à guerra no Iraque e as fortes alianças que o país forjou com nações árabes impedissem que seus cidadãos fossem alvo de ataques no Iraque.
Na terça-feira, uma organização sunita iraquiana, o Comitê de Ulema, disse que não conseguiu fazer contato com os seqüestradores.
Um grupo que se denomina Exército Islâmico diz que Christian Chesnot, da Radio France International, e Georges Malbrunot, do jornal Le Figaro, são seus reféns.
Em vídeo mostrado pela emissora de televisão árabe Al-Jazeera na segunda-feira, os jornalistas pediam que o governo francês revogasse a lei.
Segundo a nova lei, "ostentosos" símbolos de fé devem ser banidos, como o uso de solidéus e turbantes e a exposição de crucifixos, além dos véus.
O governo propôs a nova lei como uma medida para salvaguardar a tradição secular francesa.
As escolas não devem proibir a entrada de alunos que chegarem usando símbolos religiosos, mas vão alertar sobre a nova lei.