01 de setembro, 2004 - 07h57 GMT (04h57 Brasília)
Israel pretende voltar a atacar diretamente líderes do grupo islâmico palestino Hamas, disseram integrantes dos serviços de segurança do país.
A decisão acontece após dois atentados suicidas quase simultâneos a dois ônibus em Beersheva, que deixaram pelo menos 16 mortos e mais de cem feridos na terça-feira.
Na primeira reação imediata aos ataques, o Exército de Israel demoliu nesta quarta-feira uma casa em Hebron, na Cisjordânia, que pertenceria a um dos suicidas de Beersheva.
Segundo testemunhas, buldôzeres israelenses se preparam para derrubar a residência do outro suicida.
Ação interrompida
O Exército israelense havia interrompido as suas ações contra dirigentes de grupos militantes nas últimas semanas, concentrando seus esforços no combate a disparos de foguetes contra o seu território a partir da Faixa de Gaza.
"A política agora é atingir os líderes do Hamas, onde quer que estejam", disse uma fonte à agência de notícias Reuters, após uma longa reunião do gabinete de segurança do primeiro-ministro Ariel Sharon na noite de terça-feira.
O assassinato de líderes do Hamas e do Jihad Islâmico foi uma prática amplamente usada por Israel ao longo dos cerca de quatro anos de levante palestino.
O líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, foi atingido em disparos de helicóptero em Gaza em março. O chefe político do grupo Abdel Aziz al-Rantissi, também morreu desta forma em abril, após ter escapado tentativas anteriores de assassinato.
O Hamas, o principal grupo responsável por atentados suicidas em Israel, assumiu a autoria das ações desta terça-feira. Disse que as explosões são uma vingança pela morte de seus dois líderes.