31 de agosto, 2004 - 23h03 GMT (20h03 Brasília)
Aumentou para pelo menos dez o número de mortos em uma explosão perto de uma estação de metrô em Moscou, nesta terça-feira.
Além dos mortos, outras cerca de trinta pessoas ficaram feridas na explosão, que a polícia e o serviço de segurança doméstica russo acreditam ter sido provocada por uma ativista suicida.
Um grupo autodenominado Brigadas Islambouli assumiu, por meio de uma mensagem divulgada na internet, a autoria do atentado.
A organização disse que realizou a ação para humilhar o Estado russo.
Parafusos
De acordo com o correspondente da BBC em Moscou Sarah Rainsford, a polícia, investigando a explosão, ouviu testemunhas que disseram ter visto uma mulher suspeita entrando na estação.
As testemunhas disseram que, aparentemente, quando ela viu a presença de policiais no local decidiu voltar atrás, e detonou seus explosivos na rua.
Rainsford disse que a polícia ainda não descartou uma segunda teoria: a de que um artefato explosivo tenha sido colocado debaixo de um carro.
O prefeito de Moscou disse que pelo menos um quilo de explosivos foram usados na bomba, que estava carregada de parafusos e outros itens para causar mais dano.
Na semana passada, 90 pessoas morreram depois que dois aviões explodiram na Rússia.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que tais atentados tinham relação com a rede extremista Al-Qaeda e com separatistas da Chechênia (uma república autônoma no sul da Rússia).