30 de agosto, 2004 - 18h31 GMT (15h31 Brasília)
Investigadores russos confirmaram nesta segunda-feira que explosões causaram a queda quase simultânea de dois aviões, na semana passada, nos arredores de Moscou.
"Os dois aviões foram destruídos como resultado de atos terroristas", disse à agência de notícias russa Itar Tass o porta-voz dos investigadores, o general Andrei Fetisov.
Traços de explosivos foram encontrados nos destroços dos dois aviões, segundo os investigadores, e o governo russo aumentou a segurança antes do embarque em aviões.
Oitenta e nove passageiros e tripulantes morreram na queda dos dois aviões, que faziam vôos domésticos e decolaram do mesmo aeroporto de Moscou, o Domodedovo, com minutos de diferença.
O Ministério do Transporte russo informou que, no futuro, todos os passageiros devem apresentar seus passaportes quando comprarem as passagens de avião, em vez de usar outro documento, o que era aceito para viagens domésticas.
Material explosivo
O Ministério do Interior deverá ter um papel maior na segurança dos aeroportos e dos aviões russos.
Segundo o correspondente da BBC em Moscou, as autoridades suspeitam do envolvimento de duas mulheres no incidente.
Relatos indicam que elas eram da Chechênia e teriam comprado suas passagens pouco antes da decolagem dos dois aviões.
Os investigadores encontraram restos do explosivo hexogênio nos escombros dos dois aviões Tupolev, que caíram na terça-feira.
Especula-se que rebeldes chechenos pudessem estar envolvidos no incidente, ocorrido poucos dias antes das eleições presidenciais na Chechênia.
O hexogênio é o mesmo produto utilizado em uma série de explosões de edifícios em 1999, que, segundo o governo russo, foi organizada por separatistas da Chechênia.
Autoria
Um porta-voz do serviço de segurança russo, o FSB, disse que foram reunidas informações sobre uma série de pessoas que podem estar por trás do atentado.
Um obscuro grupo islâmico assumiu a responsabilidade pelos ataques em uma declaração publicada na internet.
As Brigadas de Istambul afirmaram que vão continuar as operações "até que cesse o assassinato dos irmãos muçulmanos da Chechênia".
Autoridades russas não comentaram o assunto. Um grupo com o mesmo nome assumiu a autoria de recentes atentados no Paquistão.