29 de agosto, 2004 - 08h57 GMT (05h57 Brasília)
O primeiro-ministro francês, Jean-Pierre Raffarin, está participando de um encontro de emergência com ministros para discutir as informações sobre o seqüestro de dois jornalistas franceses no Iraque.
Os jornalistas – Christian Chesnot, da Radio France Internacional, e Georges Malbrunot, no jornal Le Figaro – teriam sido seqüestrados no Iraque há oito dias.
Segundo o Ministério do Exterior as últimas notícias dos jornalistas davam conta de que eles estavam indo de Bagdá à cidade de Najaf, que, então, estava sendo palco de combates entre forças americanas e iraquianas e os seguidores do clérigo xiita Moqtada al Sadr.
O vídeo com os dois franceses, exibido pela emissora árabe Al-Jazeera, mostrava os jornalistas de pé em frente a um painel preto onde estava escrito o nome do grupo Exército Islâmico do Iraque.
Segundo o apresentador do telejornal, os seqüestradores deram 48 horas para que o governo francês suspenda a proibição do uso de véus e outros símbolos religiosos nas escolas da França. Se a proibição não for suspensa, os reféns serão mortos.
Um grupo com o mesmo nome teria sido responsável pela morte do jornalista italiano Enzo Baldoni, no início da semana. Ele também teria sido seqüestrado.
A proibição do uso de véus e outros símbolos reliogiosos nas escolas francesas deve entrar em vigor em setembro.
Segundo o apresentador do jornal da Al-Jazeera o grupo mostrado no vídeo descreveu a lei francesa como "uma agressão à religião islâmica e à liberdade pessoal".
Assinada no início de 2004 pelo presidente Jacques Chirac, a lei proíbe o uso de acessórios reliogiosos nas escolas que mostrem a religião do estudante. A proibição inclui símbolos das religiões judaica e cristã.