28 de agosto, 2004 - 09h31 GMT (06h31 Brasília)
Um tribunal do Iêmen condenou 15 supostos militantes por crimes de 'terrorismo', incluindo a explosão de uma embarcação de petróleo francesa perto da costa do Iêmen em 2002 e um suposto complô para matar o embaixador americano no país.
Um os homens foi condenado à morte por ter matado um policial em um posto de controle de fronteira em 2002.
Sete dos acusados receberam penas de 10 anos de prisão pelo ataque contra
o navio petroleiro Limburg, que matou um búlgaro membro da tripulação e resultou no vazamento de 90 mil barris de petróleo no Golfo de Aden.
Seis outros militantes foram condenados por terem participado de um complô para matar o embaixador americano no Iêmen e por ter planejado ataques contra embaixadas estrangeiras no país.
O 15º acusado foi condenado a três anos de prisão por falsificar documentos.
Os advogados dos 15 homens boicotaram o processo, que disseram considerar injusto.
'As sentenças são ilegais porque os advogados não tiveram a chance de defendê-los', disse o pai de um dos acusados.
A cooperação do Iêmen com os Estados Unidos na chamada gerra contra o terror levou à prisão de centenas de suspeitos de terem ligação com a rede Al-Qaeda.
Os condenados acusaram o tribunal de não ter legitimidade e disseram que vão apelar das sentenças.