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29 de agosto, 2004 - 00h14 GMT (21h14 Brasília)

França investiga 'seqüestro' de jornalistas

O Ministério do Exterior da França está tentando confirmar se dois homens mostrados em um vídeo transmitido pelo canal de televisão árabe Al-Jazeera, são jornalistas franceses.

Os jornalistas teriam sido seqüestrados no Iraque há oito dias. Os dois são Christian Chesnot, da Radio France Internacional, e Georges Malbrunot, no jornal Le Figaro.

Segundo o Ministério do Exterior as últimas notícias dos jornalistas davam conta que eles estavam indo de Bagdá à cidade de Najaf, que então estava sendo palco dos combates entre forças americanas e iraquianas e os seguidores do clérigo xiita Moqtada al Sadr.

O vídeo exibido pelo canal Al-Jazeera mostrava os dois de pé em frente a um painel preto onde estava escrito o nome do grupo Exército Islâmico do Iraque.

Segundo o apresentador do jornal exibido pelo canal, os seqüestradores deram 48 horas para que o governo francês suspenda a proibição do uso de véus e outros símbolos reliogiosos nas escolas da França. Se a proibição não for suspensa, os reféns serão mortos.

Um grupo com o mesmo nome teria sido responsável pela morte do jornalista italiano Enzo Baldoni, no início da semana. Ele também teria sido seqüestrado.

Protestos

A proibição do uso de véus e outros símbolos reliogiosos nas escolas francesas deve entrar em vigor em setembro.

Segundo o apresentador do jornal da Al-Jazeera o grupo mostrado no vídeo descreveu a lei francesa como "uma agressão à religião islâmica e à liberdade pessoal".

Assinada no início de 2004 pelo presidente Jacques Chirac, a lei proíbe o uso de aparatos reliogiosos nas escolas ou sinais que mostrem a afiliação religiosa de um estudante. A proibição inclui símbolos das religiões judaica e cristã.

A lei deu início a uma série de protestos na França e outros países, com muitos muçulmanos afirmando que o tratamento à sua religião foi injusto.