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Cuba corta relações diplomáticas com o Panamá

Cuba cortou relações diplomáticas com o Panamá em uma retaliação à decisão do governo panamenho de perdoar quatro exilados cubanos acusados de um plano para tentar matar o presidente Fidel Castro.

A medida era esperada desde o anúncio da decisão da presidente do Panamá, Mireya Moscoso, de perdoar os quatro exilados, detidos sob as acusações de falsificação e ameaça à segurança.

Os suspeitos não foram indiciados por tentativa de assassinato devido à falta de provas. Moscoso, que deve deixar o cargo na próxima quarta-feira, quando seu mandato chega ao fim, disse que temia que os quatro fossem extraditados e executados.

Após o perdão, três dos acusados, que são cubanos com cidadania americana, voaram direto para Miami, onde foram recebidos por seus familiares. A decisão deu início a violentos protestos de estudantes de esquerda na Cidade do Panamá.

Curta duração

O governo cubano descreveu o perdão panamenho como "uma afronta às vítimas do terrorismo e suas famílias" e definiu Moscoso como uma "cúmplice e protetora do terrorismo".

Apesar disso, Stephen Gibbs, correspondente da BBC em Havana, afirma que a suspensão das relações diplomáticas pode ter curta duração.

De acordo com Gibbs, o presidente eleito do Panamá, Martin Torrijos, manifestou publicamente sua oposição ao perdão e disse que pretende trabalhar para tentar retomar as relações entre os dois países.

Os quatro exilados cubanos foram presos, junto com outro cubano e um panamenho, depois de Fidel Castro ter afirmado – durante um encontro no Panamá, em novembro de 2000 – que havia um plano para matá-lo.

Explosivos foram encontrados em uma mala, mas os ativistas contrários a Fidel negaram envolvimento em qualquer plano para matar o líder cubano.

Os advogados de defesa afirmaram que os exilados estavam no Panamá para tentar ajudar um general cubano que pretendia pedir asilo político.