26 de agosto, 2004 - 11h39 GMT (08h39 Brasília)
O governo russo decretou um dia de luto em memória das 89 vítimas da queda de dois aviões, cuja causa permanece um mistério.
Especialistas recuperaram as caixas-pretas dos dois aviões Tupolev, que caíram com minutos de diferença no sul da Rússia.
"Ainda não há nenhuma pista sobre o que aconteceu", disse o ministro dos Transportes, Igor Levitin, nesta quinta-feira.
As autoridades ainda não descartaram a possibilidade de atentado, mas até agora não encontraram nenhum indício de sabotagem.
As bandeiras russas estavam a meio-mastro nesta quinta-feira, e as televisões e cinemas suspenderam a transmissão de programas de entretenimento.
No total, 89 pessoas - entre passageiros e tripulação - morreram na queda dos aviões Tu-134 e Tu-154, da Sirbin Airlines, que caíram a 800 km um do outro na terça-feira à noite, depois de terem partido do mesmo aeroporto em Moscou.
Medo de terrorismo
Um dos aviões enviou um sinal de alerta pouco antes da queda, o que poderia significar um seqüestro.
Especula-se que rebeldes chechenos estejam envolvidos, já que serão realizadas eleições presidenciais na república russa no domingo, mas as lideranças rebeldes negam as acusações.
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que o serviço de segurança russo descubra as causas da queda. Uma comissão do governo já começou as investigações.
Há informações de que a segurança foi intensificada nos aeroportos de Moscou e outros locais públicos.
Putin também ordenou que o governo elabore uma legislação transferindo a responsabilidade pela segurança dos aeroportos ao Ministério do Interior.
Especula-se também que o combustível de baixa qualidade ou errro humano tenha causado a queda dos aviões.
Todas as vítimas eram russas, com exceção de um israelense, informou a agência de notícias russa Itar-Tass.