25 de agosto, 2004 - 02h49 GMT (23h49 Brasília)
O presidente russo Vladimir Putin deu ordens para que o serviço estatal de segurança, o FSB, investigue o acidente de um avião e o desaparecimento de outro no país nesta terça-feira.
Um avião com 42 pessoas a bordo caiu na região de Tula, no centro do país.
Enquanto isso, os controladores de tráfego aéreo afirmaram ter perdido contato com um segundo avião, com 44 pessoas a bordo, perto da cidade de Rostov-on-Don, no sul.
Normalmente, o FSB só participa de investigações desse tipo quando as circunstâncias são consideradas suspeitas.
A segurança foi reforçada em aeroportos ao redor do país. As autoridades dizem que não descartam a possibilidade de um ataque terrorista como a causa do acidente em Tula.
Os dois aviões haviam deixado o aeroporto Domodedovo, em Moscou, com algumas horas de diferença entre um e outro e teriam apresentado problemas quase que na mesma hora, por volta de 16h, horário de Brasília.
'Explosão'
Segundo a agência Itar-Tass, funcionários dos serviços de emergência afirmaram ter chegado ao local do primeiro acidente em Tula, onde a parte de trás do avião teria sido encontrada.
Testemunhas disseram ter visto o avião explodir no ar antes de cair, segundo a agência de notícias.
Ainda não se sabe se há sobreviventes no acidente.
O avião desapareceu das telas dos radares quando estava a caminho da cidade de Volgograd, no sul do país.
O segundo avião, que estaria voando de Moscou para o balneário de férias de Sochi, no Mar Negro, desapareceu quando estava a cerca de 140km da cidade de Rostov-on-Don, segundo a agência de notícias Interfax.
Funcionários dos serviços de resgate teriam visto chamas e fumaça na região.
A empresa aérea russa Sibir disse ser a dona do avião 'desaparecido'.
O especialista em aviação David Learmount disse à BBC que é "muito, muito estranho mesmo" que "dois acidentes tenham acontecido no mesmo país no mesmo dia".
O presidente Putin está atualmente em férias em Sochi.
Há temores de que os dois aviões possam ter sido alvos de um ataque por militantes chechenos.
A Chechênia deverá eleger um novo presidente em poucos dias.