14 de agosto, 2004 - 06h35 GMT (03h35 Brasília)
O furacão Charley atingiu a costa do Estado americano da Flórida, arrancando árvores e forçando a evacuação de 1,4 milhão de pessoas de suas casas em áreas de risco.
Com ventos de 230 quilômetros por hora, o furacão que havia antes passado por Cuba atingiu o continente em Tampa, causando ondas de até 4,6 metros de altura.
Uma mulher e uma garota morreram em acidentes de trânsito causados pelo furacão na Flórida.
Em Cuba, pelo menos três pessoas morreram quando Charley passou pelo oeste da ilha, na sexta-feira. No dia anterior, uma pessoa morreu na Jamaica.
Prontidão
Milhares de tropas da Guarda Nacional estão em estado de prontidão na Flórida e muitos moradores fizeram estoques de água, comida enlatada e baterias.
“Este é o cenário de pesadelo sobre o qual vínhamos falando há vários anos”, diz o diretor do centro de furacões Max Myfield.
O Charley atingiu o continente americano no início da noite de sexta-feira, em Fort Myers, cerca de 250 quilômetros a sudoeste de Tampa Bay, a área mais povoada da costa oeste da Flórida.
Os ventos destelharam casas e deixaram mais de mil pessoas desabrigadas. Pequenas aeronaves foram destruídas no aeroporto de Charlotte County.
O parque de diversões Walt Disney World, em Orlando, foi fechado, assim como o aeroporto da cidade. Escolas e escritórios do governo também ficaram fechados na sexta-feira.
“Esta tempestade é muito, muito séria”, disse o governador da Flórida, Jeb Bush, que estimou em mais de US$ 15 bilhões os gastos para recuperar os estragos.
O presidente George W. Bush declarou a região uma área de desastres, o que permite a liberação de verbas federais para limpeza dos locais afetados.
Meteorologistas dizem que esta pode ser a pior tempestade a atingir os Estados Unidos desde 1992, quando o furacão Andrew causou prejuízos de bilhões de dólares em Miami.
Os Estados Unidos ofereceram US$ 50 mil a Cuba, para ajudar a cobrir os prejuízos causados pelo furacão.