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14 de agosto, 2004 - 18h40 GMT (15h40 Brasília)

Furacão Charley causa ao menos 15 mortes na Flórida

Pelo menos 15 pessoas morreram na Flórida em função da passagem do furacão Charley.

Com ventos de até 230 km/h, o furacão atingiu a costa mais ao sul do Estado americano, pegando de surpresa alguns moradores.

O fênomeno, um dos mais fortes a atingir a Flórida em anos, perdeu força e se move agora em direção da Carolina do Sul.

Antes de tocar em terra, ele aumentou para a categoria quatro na escala de cinco níveis de intensidade Saffir-Simpson.

Punta Gora, cidade com cerca de 15 mil habitantes, foi atingida em cheio pelo furacão e poucos prédios ficaram em pé.

“Nosso pior medo tornou-se realidade”, disse o governador da Flórida, Jeb Bush, que sobrevoou a cidade de helicóptero.

O presidente americano George W. Bush, irmão do governador, visitará a Flórida neste domingo para verificar os estragos causados pelo furacão.

Disney

O furacão Charley atingiu a costa da Flórida, na tarde de sexta-feira, horário local, arrancando árvores e forçando a evacuação de 1,4 milhão de pessoas de suas casas em áreas de risco.

O furacão, que havia antes passado por Cuba, causou ondas de até 4,6 metros de altura.

Em Cuba, pelo menos três pessoas morreram quando Charley passou pelo oeste da ilha, na sexta-feira. No dia anterior, uma pessoa morreu na Jamaica.

Milhares de tropas da Guarda Nacional estão em estado de prontidão na Flórida e muitos moradores fizeram estoques de água, comida enlatada e baterias.

“Esse é o cenário de pesadelo sobre o qual vínhamos falando há vários anos”, disse o diretor do centro de furacões Max Myfield.

Os ventos destelharam casas e deixaram mais de mil pessoas desabrigadas. Pequenas aeronaves foram destruídas no aeroporto de Charlotte County.

O parque de diversões Walt Disney World, em Orlando, foi fechado, assim como o aeroporto da cidade. Escolas e escritórios do governo também ficaram fechados na sexta-feira.

“Essa tempestade é muito, muito séria”, disse o governador Bush, que estimou em mais de US$ 15 bilhões os gastos para recuperar os estragos.

O presidente George W. Bush declarou a região uma área de desastres, o que permite a liberação de verbas federais para limpeza dos locais afetados.

Meteorologistas dizem que essa pode ser a pior tempestade a atingir os Estados Unidos desde 1992, quando o furacão Andrew causou prejuízos de bilhões de dólares em Miami.

Os Estados Unidos ofereceram US$ 50 mil a Cuba para ajudar a cobrir os prejuízos causados pelo furacão.