11 de agosto, 2004 - 23h07 GMT (20h07 Brasília)
A produção da pasta de coca, matéria prima para a obtenção da cocaína, diminuiu em 30% na Colômbia nos dois últimos anos, segundo o chefe da política de combate às drogas dos Estados Unidos, John Walters.
Ele disse que os esforços da Colômbia e do México contribuíram para diminuir a quantidade da droga que entra nos EUA.
As declarações contradizem o que Walters tinha dito na semana passada. Em viagem ao México, ele disse que a quantidade de cocaína que entrava nos EUA não havia diminuído.
“As iniciativas não alcançaram nosso objetivo, que é a diminuição da oferta”, disse ele em uma conferência na Cidade do México.
Interrupção
Nesta terça-feira, ele disse que 440 toneladas de cocaína foram apreendidas na América Latina, EUA e Europa, no ano passado.
Isso, segundo ele, representaria 40% do total da droga que entra nos EUA e na Europa anualmente.
“Nos próximos 12 meses vamos observar mudanças: primeiro a qualidade da droga vai piorar, depois vai se tornar mais cara.”
Walters disse que existem sinais de que o cultivo e a distribuição de cocaína começaram a ser afetados.
Os Estados Unidos fornecem treinamento, equipamentos e informações do serviço secreto para o Exército colombiano combater traficantes.
A operação transformou o país no terceiro maior receptor de ajuda militar americana
Correspondentes afirmam, entretanto, que toda vez que os EUA conseguem diminuir a produção em algum país da América Latina, a oferta é compensada por um aumento em outra parte da região.
A produção de coca aumentou visivelmente no Peru, o segundo maior produtor de cocaína no mundo.